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    "title": "Hidroeletricidade para apoiar as energias solar e e\u00f3lica",
    "modified_at": "2020-05-26 16:34:14",
    "published_at": "2020-05-26 09:47:04",
    "url": "https://press.vub.ac.be/hidroeletricidade-para-apoiar-as-energias-solar-e-eolica",
    "short_url": "http://prez.ly/mvtb",
    "culture": "pt_PT",
    "language": "PT",
    "subtitle": "Novo estudo mostra uma articula\u00e7\u00e3o inteligente de energia solar, e\u00f3lica e h\u00eddrica para a \u00c1frica Ocidental - uma coopera\u00e7\u00e3o regional pode fornecer at\u00e9 60% de eletricidade limpa e fi\u00e1vel",
    "slug": "hidroeletricidade-para-apoiar-as-energias-solar-e-eolica",
    "body": "<p><strong>As centrais hidroel&eacute;tricas podem apoiar os recursos imprevis&iacute;veis do sol e do vento de maneira respeitadora do clima. Um novo estudo publicado na revista cient&iacute;fica </strong><a href=\"https://www.nature.com/articles/s41893-020-0539-0\" style=\"color:#0563c1; text-decoration:underline\"><strong><em>Nature Sustainability</em></strong></a><strong> analisou o potencial de tais estrat&eacute;gias, &ldquo;solar-e&oacute;lico-hidr&aacute;ulica&rdquo;, para a &Aacute;frica Ocidental: uma regi&atilde;o importante onde o setor de eletricidade ainda est&aacute; em desenvolvimento e onde a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o de eletricidade ser&aacute; consideravelmente aumentada nos pr&oacute;ximos anos. &quot;<em>Os pa&iacute;ses da &Aacute;frica Ocidental t&ecirc;m agora a oportunidade de planejar essa expans&atilde;o, usando estrat&eacute;gias que apoiar&atilde;o a produ&ccedil;&atilde;o de energia moderna e respeitadora do clima</em>&quot;, afirmou Sebastian Sterl, pesquisador de ci&ecirc;ncias clim&aacute;ticas e de energia da Vrije Universiteit Brussel et KU Leuven e principal autor do estudo. &quot;<em>Uma situa&ccedil;&atilde;o completamente distinta da que permanece na Europa, onde o fornecimento de eletricidade depende h&aacute; d&eacute;cadas de centrais el&eacute;tricas poluentes - das quais muitos pa&iacute;ses agora querem se desvencilhar.</em>&quot;</strong></p>\n<p>As energias solar e e&oacute;lica est&atilde;o aumentando mundialmente, tornando-se cada vez mais baratas. Isso ajuda a manter as metas clim&aacute;ticas em vista, mas acarreta tamb&eacute;m muitos desafios. Os cr&iacute;ticos salientam muitas vezes que essas fontes de energia s&atilde;o imprevis&iacute;veis e vari&aacute;veis demais para fazer parte, em larga escala, de uma combina&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica fi&aacute;vel.</p>\n<p>&quot;<em>De fato, nossos sistemas el&eacute;tricos dever&atilde;o tornar-se muito mais flex&iacute;veis a fim de poder fornecer &agrave; rede grandes quantidades de energias solar e e&oacute;lica. Atualmente, essa flexibilidade &eacute; amplamente assegurada pelas centrais el&eacute;tricas a g&aacute;s. Infelizmente, essas centrais emitem grandes quantidades de CO<strong><sub>2</sub></strong></em>&quot;, disse Sebastian Sterl, especialista em energia e clima da Vrije Universiteit Brussel (VUB) et KU Leuven. &quot;<em>Mas em muitos pa&iacute;ses, as centrais hidrel&eacute;tricas podem ser uma alternativa verde para apoiar as energias solar e e&oacute;lica, pois essas centrais hidrel&eacute;tricas podem ser desenvolvidas durante epis&oacute;dios de produ&ccedil;&atilde;o insuficiente de energias solar e e&oacute;lica.</em>&quot;</p>\n<p>A equipe de pesquisa, formada por especialistas da VUB, KU Leuven, da Ag&ecirc;ncia Internacional para as Energias Renov&aacute;veis<strong> </strong>(IRENA) e de <em>Climate Analytics</em>, criou uma nova ferramenta de c&aacute;lculo para este estudo, baseada em dados detalhados sobre a hidrologia, a meteorologia e o clima. Assim, a equipe elaborou estrat&eacute;gias que permitir&atilde;o &agrave; &Aacute;frica Ocidental explorar o melhor poss&iacute;vel os recursos de energia renov&aacute;veis para garantir a fiabilidade do fornecimento de eletricidade, mesmo sem armazenamento de energia em larga escala. Tudo isso sem perder de vista o impacto ambiental das grandes centrais hidrel&eacute;tricas.</p>\n<p>&quot;<em>Isso est&aacute; longe de ser f&aacute;cil a calcular</em>&quot;, explica o Prof. Wim Thiery, climatologista da VUB, que tamb&eacute;m fez parte da equipe de pesquisa. <em>&ldquo;As centrais hidroel&eacute;tricas na &Aacute;frica Ocidental dependem das mon&ccedil;&otilde;es; durante a esta&ccedil;&atilde;o seca, essas centrais funcionam apenas com as suas reservas. A luz do sol e o vento, assim como a demanda el&eacute;trica, t&ecirc;m os seus pr&oacute;prios padr&otilde;es t&iacute;picos &agrave; escala hor&aacute;ria, diurna e sazonal. Os recursos solares, e&oacute;licos e h&iacute;dricos variam de ano a ano e mudar&atilde;o sob a influ&ecirc;ncia do aquecimento global. </em><em>Al&eacute;m disso, o seu potencial est&aacute; distribu&iacute;do de forma muito desigual do ponto de vista espacial&rdquo;.</em></p>\n<p>&nbsp;</p>\n<p><strong>O Sistema de Interc&acirc;mbio de Energia El&eacute;ctrica da &Aacute;frica Ocidental</strong><br />O estudo mostra que a implementa&ccedil;&atilde;o de um <em>&ldquo;Sistema de Interc&acirc;mbio de Energia El&eacute;ctrica da &Aacute;frica Ocidental&rdquo;</em>, uma integra&ccedil;&atilde;o regional das redes nacionais de eletricidade, ser&aacute; particularmente importante. Pa&iacute;ses com clima tropical, como o Gana e a Costa do Marfim, possuem geralmente um grande potencial de energia hidr&aacute;ulica e uma boa jazida solar, mas praticamente n&atilde;o h&aacute; vento. Nos pa&iacute;ses secos e des&eacute;rticos, como o Senegal e o N&iacute;ger, o potencial hidr&aacute;ulico &eacute; quase ausente, mas o sol brilha mais e h&aacute; mais vento. O potencial de produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade limpa e fi&aacute;vel com base nas energias solar e e&oacute;lica, apoiadas pela energia hidr&aacute;ulica implantada de forma flex&iacute;vel segundo as necessidades, aumentaria mais de 30% se os pa&iacute;ses pudessem compartilhar seu potencial, de acordo com o estudo.</p>\n<p>O conjunto destas medidas abrangeria cerca de 60% das necessidades atuais de eletricidade da &Aacute;frica Ocidental com recursos renov&aacute;veis e complementares, sendo metade de energia solar e e&oacute;lica e a outra metade, hidr&aacute;ulica - sem obriga&ccedil;&atilde;o do uso de baterias ou de outro modo de armazenamento energ&eacute;tico em grande escala. O estudo revela que o custo das energias solar e e&oacute;lica na &Aacute;frica Ocidental deveria tamb&eacute;m baixar em alguns anos a tal ponto que essa estrat&eacute;gia &ldquo;solar-e&oacute;lica-hidr&aacute;ulica&rdquo; produzir&aacute; eletricidade mais barata do que as centrais a g&aacute;s, que representam atualmente mais da metade do fornecimento de eletricidade na &Aacute;frica Ocidental.</p>\n<p><strong>Redu&ccedil;&atilde;o de impactos ecol&oacute;gicos</strong></p>\n<p>As centrais hidrel&eacute;tricas podem ter um efeito negativo consider&aacute;vel sobre a ecologia local. Em muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento, v&aacute;rios projetos controversos para a constru&ccedil;&atilde;o de novas centrais hidrel&eacute;tricas est&atilde;o em fase de planejamento. O estudo pode ajudar a tornar mais sustent&aacute;veis os investimentos programados no setor da hidroeletricidade.&nbsp; &quot;<em>Ao utilizar da melhor forma poss&iacute;vel as centrais hidroel&eacute;ctricas existentes e planeadas para apoiar maci&ccedil;amente a energia solar e e&oacute;lica, podemos ao mesmo tempo tornar sup&eacute;rfluas algumas novas barragens&quot;,</em> explica Sterl. &quot;<em>Vamos matar dois coelhos com uma cajadada s&oacute;. Evitaremos ao mesmo tempo as emiss&otilde;es de CO<strong><sub>2</sub></strong> das centrais el&eacute;tricas a g&aacute;s e o impacto ambiental do uso excessivo da hidroeletricidade.&quot;</em></p>\n<p><strong>Relev&acirc;ncia mundial</strong></p>\n<p>Os m&eacute;todos desenvolvidos para o estudo podem ser facilmente transferidos para outras regi&otilde;es e t&ecirc;m uma relev&acirc;ncia a n&iacute;vel mundial. Sterl<em>: &quot;Cada regi&atilde;o que disponha de hidroeletricidade ou de um bom potencial hidrel&eacute;trico poderia contar com essa fonte de energia para compensar as redu&ccedil;&otilde;es das energias solar e e&oacute;lica. &rdquo;</em> Nos &uacute;ltimos anos, v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, liderados pela Noruega, demonstraram crescente interesse em desenvolver a sua energia hidrel&eacute;trica para apoiar as energias solar e e&oacute;lica nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE). A exporta&ccedil;&atilde;o da hidroeletricidade norueguesa para outros pa&iacute;ses, quando houver escassez de energias solar e e&oacute;lica, ajudar&aacute; no avan&ccedil;o da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica na Europa.</p>\n<p><strong>Link</strong> <strong>https://www.nature.com/articles/s41893-020-0539-0</strong></p>\n<p>O estudo foi realizado como parte do projeto CIREG (cireg.pik-potsdam.de) e recebeu apoio da Uni&atilde;o Europeia e da Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica Federal (BELSPO).</p>\n<p>&nbsp;</p>\n<p><strong>Contato (NL / EN / FR)</strong></p>\n<p>Sebastian STERL</p>\n<p>E-mail: sebastian.sterl@vub.be</p>\n<p>Telefone: +31 617 37 57 96</p>\n<p>&nbsp;</p>\n<p>Wim THIERY</p>\n<p>E-mail: wim.thiery@vub.be</p>\n<p>Telefone: +32 485 70 80 18</p>\n<p>&nbsp;</p>",
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