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    "title": "Energia e\u00f3lica e solar para manter as luzes acesas no Equador ",
    "modified_at": "2026-04-07 11:00:03",
    "published_at": "2026-04-07 11:51:00",
    "url": "https://press.vub.ac.be/energia-eolica-e-solar-para-manter-as-luzes-acesas-no-equador",
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    "language": "PT",
    "slug": "energia-eolica-e-solar-para-manter-as-luzes-acesas-no-equador",
    "body": "<p style=\"text-align: justify\"><strong>Investigadores da Universidade Livre de Bruxelas (VUB) e da universidade equatoriana Yachay Tech chegaram a uma conclus&atilde;o surpreendente: a energia e&oacute;lica e solar, frequentemente criticadas pela sua imprevisibilidade e depend&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, poderiam melhorar substancialmente a seguran&ccedil;a do abastecimento el&eacute;trico no Equador. Atualmente, esse abastecimento depende de grandes centrais hidroel&eacute;tricas. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, foram constru&iacute;das progressivamente mais barragens, pelo que a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade aumentou e a economia cresceu com ela. Mas as coisas mudaram nos &uacute;ltimos anos. Devido a uma esta&ccedil;&atilde;o chuvosa escassa em 2023, os n&iacute;veis de &aacute;gua armazenada nos reservat&oacute;rios come&ccedil;aram a baixar. Em 2024, choveu ainda menos, o que fez com que os reservat&oacute;rios ficassem quase completamente vazios. </strong></p><p style=\"text-align: justify\">De forma apressada, o pa&iacute;s teve que comprar diesel e g&aacute;s adicionais como fontes alternativas de energia, mas n&atilde;o foi suficiente. Durante meses inteiros, os equatorianos tiveram que suportar apag&otilde;es de mais de 12 horas por dia. A economia sofreu enormes danos devido &agrave; crise energ&eacute;tica. Segundo testemunhas, muitos equatorianos sentiram-se &laquo;de volta ao s&eacute;culo XVIII&raquo;. A causa da cat&aacute;strofe era evidente: a depend&ecirc;ncia excessiva da hidroeletricidade, afetada pelas crescentes secas provocadas pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. </p><p style=\"text-align: justify\">&laquo;&Eacute; claro que a produ&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica e solar pode variar muito de um dia para o outro&raquo;, explica o professor Sebastian Sterl (VUB), principal autor do estudo. &laquo;Mas, em termos sazonais, isso n&atilde;o acontece. Em certos meses do ano, sempre h&aacute; mais vento do que em outros, assim como alguns meses s&atilde;o sempre mais ensolarados do que outros. Esses padr&otilde;es repetem-se todos os anos, ao contr&aacute;rio da esta&ccedil;&atilde;o chuvosa, que pode falhar&raquo;. Se fossem constru&iacute;dos parques e&oacute;licos e solares em grande escala, esse conhecimento poderia ajudar a adaptar a opera&ccedil;&atilde;o das barragens e a suportar melhor os per&iacute;odos de seca. </p><p style=\"text-align: justify\">&laquo;O Equador poderia fazer com que as barragens se enchessem mais rapidamente durante os meses mais ventosos e ensolarados, uma vez que nesses meses o pa&iacute;s precisaria de menos hidroeletricidade para satisfazer a procura&raquo;, afirma Tinne Mast (VUB), colega de Sterl e coautora do estudo. &laquo;Em anos muito secos, isso poderia evitar um cen&aacute;rio catastr&oacute;fico. Em vez de esgotar as barragens at&eacute; &agrave; &uacute;ltima gota, o vento e o sol seriam usados para superarem a esta&ccedil;&atilde;o chuvosa fracassada.&raquo; \u200b </p><p style=\"text-align: justify\">Em outras palavras: a energia e&oacute;lica e solar prolongam a disponibilidade da energia hidroel&eacute;trica. Por meio de modelagem energ&eacute;tica, os investigadores demonstram que uma implanta&ccedil;&atilde;o em grande escala de parques e&oacute;licos e solares poderia evitar em grande parte a repeti&ccedil;&atilde;o da crise energ&eacute;tica equatoriana de 2024. Para isso, tanto para a energia e&oacute;lica quanto para a solar, seriam necess&aacute;rios cerca de 500 megawatts de capacidade instalada &mdash; a t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, a maior central hidroel&eacute;trica do Equador disp&otilde;e de 1500 megawatts. Gra&ccedil;as &agrave;s sinergias entre a energia e&oacute;lica, solar e hidroel&eacute;trica, o d&eacute;fice de produ&ccedil;&atilde;o em anos extremamente secos poderia ser reduzido em 90 %, sem que o Equador tivesse de importar nem uma gota adicional de combust&iacute;vel. </p><p style=\"text-align: justify\"><strong>Uma alimenta&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica robusta para o Equador</strong> </p><p style=\"text-align: justify\">A energia e&oacute;lica e solar n&atilde;o s&oacute; aumentam a produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de eletricidade. Em anos secos, tamb&eacute;m aumentariam a capacidade nos momentos de pico. Trata-se de uma descoberta surpreendente, uma vez que, normalmente, essas fontes contribuem muito pouco para a pot&ecirc;ncia m&aacute;xima. Afinal, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir que haja vento ou sol nesses momentos. &laquo;O que sim &eacute; poss&iacute;vel garantir &eacute; que os reservat&oacute;rios se encham melhor gra&ccedil;as &agrave; sua intera&ccedil;&atilde;o com a energia e&oacute;lica e solar&raquo;, afirma Sterl. &laquo;Isto evita que as centrais hidroel&eacute;tricas sejam desativadas devido a um n&iacute;vel de &aacute;gua demasiado baixo, pelo que a sua pot&ecirc;ncia m&aacute;xima j&aacute; n&atilde;o se perde durante os per&iacute;odos de seca extrema&raquo;. </p><p style=\"text-align: justify\">Segundo a equipa de investigadores, essa estrat&eacute;gia de resili&ecirc;ncia pode servir de exemplo para outros pa&iacute;ses altamente dependentes da hidroeletricidade. &laquo;Isto &eacute; muito relevante na Am&eacute;rica Latina&raquo;, afirma o professor Luis E. Pineda, da Yachay Tech, tamb&eacute;m coautor do estudo. &laquo;Col&ocirc;mbia, Venezuela, Brasil, Paraguai, Costa Rica...: a sua produ&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica prov&eacute;m em grande parte da hidroeletricidade, o que os torna muito vulner&aacute;veis &agrave;s secas, situa&ccedil;&atilde;o que poderia ser mitigada atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o da energia hidroel&eacute;trica com a energia solar e e&oacute;lica. Mas tamb&eacute;m noutras regi&otilde;es, como na Noruega, no Canad&aacute; e na China, surgiram problemas energ&eacute;ticos nos &uacute;ltimos anos durante per&iacute;odos de seca.&raquo; </p><p style=\"text-align: justify\">Tendo em conta o aumento previsto da frequ&ecirc;ncia e da intensidade das secas em consequ&ecirc;ncia do aquecimento global, e no contexto de uma ordem mundial geopol&iacute;tica cada vez mais inst&aacute;vel, a redu&ccedil;&atilde;o das &laquo;compras de emerg&ecirc;ncia&raquo; de combust&iacute;veis f&oacute;sseis durante uma seca constitui tanto um exemplo de resili&ecirc;ncia clim&aacute;tica como de seguran&ccedil;a nacional. </p><p style=\"text-align: justify\">As descobertas foram publicadas na prestigiada revista <a href=\"https://www.nature.com/articles/s44221-026-00617-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u><em>Nature Water</em></u></a>, sob o t&iacute;tulo &laquo;<em>Variable renewables fortify Ecuador&rsquo;s power system against recurrences of drought-driven energy crises</em>&raquo;. </p><p style=\"text-align: justify\"> </p><p style=\"text-align: justify\"><strong>Refer&ecirc;ncia: </strong>Sterl, Pineda, Mast, Rodriguez, Mu&ntilde;oz, e Thiery, 2026, <em>Nature Water</em>, <a href=\"https://doi.org/10.1038/s44221-026-00617-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>https://doi.org/10.1038/s44221-026-00617-w.</u></a> </p><p style=\"text-align: justify\"> </p><p style=\"text-align: justify\"><strong>Contacto:</strong> </p><p style=\"text-align: justify\"><strong>Autor principal:</strong> Prof. Dr. Sebastian STERL </p><p style=\"text-align: justify\">Tel: +32 2 295 62 73 / +31 6 1737 5796 </p><p style=\"text-align: justify\">Email: <a href=\"mailto:sebastian.sterl@vub.be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>sebastian.sterl@vub.be</u></a> </p><p style=\"text-align: justify\"> </p><p style=\"text-align: justify\"><strong>Gestora de Valoriza&ccedil;&atilde;o: </strong>Dr. Marie CAVITTE </p><p style=\"text-align: justify\">Tel: +32 470 19 24 15 </p><p style=\"text-align: justify\">Email: <a href=\"mailto:marie.cavitte@vub.be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>marie.cavitte@vub.be</u></a> </p><p style=\"text-align: justify\">&nbsp;</p><hr /><div class=\"release-content-contact\" id=\"contact-07e6ec37-b802-425b-99cd-86fe619fe8d2\">\n    <div class=\"release-content-contact__avatar\"><img src=\"https://cdn.uc.assets.prezly.com/a90b37bb-f26c-499d-9d61-a5c0d25442a9/-/crop/3693x3693/923,0/-/preview/-/scale_crop/128x128/center/-/format/auto/\" alt=\"Frans Steenhoudt\" class=\"release-content-contact__avatar-image\" /></div>\n    <div class=\"release-content-contact__details\">\n        <strong class=\"release-content-contact__name\">Frans Steenhoudt</strong>\n        <em class=\"release-content-contact__description\">Perscontact wetenschap en onderzoek</em>\n        <ul class=\"release-content-contact__details-list\"><li class=\"release-content-contact__details-list-item\"><a href=\"mailto:frans.steenhoudt@vub.be\"  class=\"release-content-contact__details-list-item-link\" title=\"frans.steenhoudt@vub.be\"><svg class=\"icon icon-paper-plane release-content-contact__details-list-item-icon\">\n                <use xlink:href=\"#icon-paper-plane\"></use>\n            </svg>frans.steenhoudt@vub.be</a></li>\n<li class=\"release-content-contact__details-list-item\"><a href=\"tel:+32 4 75 68 64 69\"  class=\"release-content-contact__details-list-item-link\" title=\"+32 4 75 68 64 69\"><svg class=\"icon icon-mobile release-content-contact__details-list-item-icon\">\n                <use xlink:href=\"#icon-mobile\"></use>\n            </svg>+32 4 75 68 64 69</a></li>\n<li class=\"release-content-contact__details-list-item\"><a href=\"https://www.vub.be\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" class=\"release-content-contact__details-list-item-link\" title=\"vub.be\"><svg class=\"icon icon-browser release-content-contact__details-list-item-icon\">\n                <use xlink:href=\"#icon-browser\"></use>\n            </svg>vub.be</a></li></ul>\n    </div>\n</div><p>&nbsp;</p>",
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